Chegou altura de lançar a ultima peça na saga da desmistificação das dietas da moda. Decidimos que devíamos incluir este tipo de dieta porque apesar da maior parte dos vegetarianos optar por razões éticas, a industria ainda vai tentando lançar alguma confusão na cabeça das pessoas, como por exemplo, ser estritamente vegetariano é mais saudável que ser omnívoro.
O que é o ser vegetariano e o que implica?
Um vegetariano não come nenhum tipo de animal.
Alguns vegetarianos comem alguns produtos animais, como lacticínios, ovos e mel, ao contrário dos Veganos onde tudo o que envolva animal, de alguma forma, está fora de questão.
Existem mais tipos de vegetarianismo para alem destes mas não iremos falar apenas deste tipo.
O que posso comer?
Frutas e vegetais são um bom ponto de partida!
Tudo o que sejam grãos, cereais, feijões, lacticínios como queijo fresco, leite e iogurte e alguns substitutos de carne como tofu e soja.
Portanto, carne, peixe ou caça está fora de questão….
Exemplos de refeições:
- Pequeno-almoço – Flocos de aveia com leite, manteiga de amendoim com proteína em pó apta para vegetarianos.
- Almoço – Salada com 4-6 tipos diferentes de vegetais com queijo fresco, cebolinha, com pedaços de fruta
- Jantar – Vegetais salteados com arroz integral ou noodles, com tofu ou soja
- Snacks – Fruta, batidos proteicos, barras de proteína.
Vamos então aos prós e contras:
Prós:
- Em vários estudos, indivíduos vegetarianos provam ser mais saudáveis ou com maior expectativa de vida do que pessoas carnívoras. Mas tudo isto se deve ao facto de maior atenção à comida, já que ingerem mais vegetais, frutas e fibra e sem fast food.
- Mais uma vez, isto deve-se ao facto do estilo de vida do que a não introdução de carne na sua alimentação.
- Em adição, o facto de não se darem ao luxo de parar em alguns sítios para dar umas dentadas num hambúrguer, faz com que sejam forçados a encontrar maneiras deliciosas de cozinhar elementos que normalmente não cozinhamos, portanto a nível de cozinha também pode ajudar a desenvolver.
Contras:
- Como provavelmente estavam a espera, a falta de proteína. Ao cortarem toda a carne e peixe, estão a limitar as fontes proteicas.
- Claro que podem obter proteína de vários tipos de vegetais ou até mesmo de soja e tofu, mas maior parte das vezes não oferecem perfis de aminoácidos essenciais muito vastos. Para não falar ainda, das baixas concentrações de proteína em relação a hidratos de carbono e gordura, que vão ser bastante predominantes neste tipo de alimentação.
- Torna-se também mais difícil de atingir os micronutrientes com as altas concentrações de hidratos de carbono e gordura face aos níveis de proteína.
Com isto dito…
É aqui que se revela a superioridade da dieta flexível, permite um ajuste personalizado às necessidades de cada um. Ao haver um controlo/meta sobre os macronutrientes permite conhecer o que o nosso corpo precisa para atingir determinado resultado ou objetivo, como preparar um carro fórmula 1 para uma corrida específica. Cada pessoa é um organismo independente e único, portanto faz todo o sentido que, treino e alimentação também o sejam.
Ter o melhor dos dois mundos, sem sacrifícios demoníacos.










