Muitos de nós quando temos de nos sujeitar a um défice calórico prolongado acabamos por ter fome, especialmente quando estamos já há umas semanas a seguir uma dieta hipocalórica e a aumentar progressivamente essa restrição. O que podemos fazer para evitar esta sensação malvada e tão desesperante?
Já ouviram falar do conceito de volume e densidade calórica? Pois bem esta é umas das melhores soluções para lidar com a nossa sensação de fome e saciar o nosso apetite! Como é que isto tudo funciona? Ora, é isso o que vamos explicar já de seguida!
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Hoje em dia existem cada vez mais provas científicas de que a redução da densidade energética da alimentação poderá ser uma estratégia extremamente eficaz no tratamento e prevenção da obesidade. Diversos estudos já provaram que ao adicionarmos um copo de água durante uma refeição estamos a contribuir para o aumento da saciedade, embora a água não consiga provocar este aumento de forma prolongada acabando por se perder este efeito.
Surge então a hipótese da saciedade e o controlo da nossa fome estar diretamente associado ao volume dos alimentos ingeridos e não necessariamente à energia e macronutrientes presentes nestes. Para comprovar tal facto foi realizado um estudo com 72 sujeitos saudáveis, onde estes teriam de ingerir 400 ml de uma espuma alimentar pré-determinada, antes de um pequeno-almoço definido. Existiam 4 espumas diferentes, tendo todas o mesmo volume mas calorias diferentes. Os resultados deste estudo vieram comprovar a hipótese inicial, uma vez que foi possível verificar que a ingestão de espumas alimentares com pouquíssima energia calórica produziu os mesmos efeitos na redução do apetite das espumas mais calóricas. Esta sensação durou mais de 3 horas e a diferença calórica das espumas era de 1/10 da energia.
Pode-se concluir, com este estudo, que a sensação de saciedade é atingida com alimentos de grande volume, independentemente do seu conteúdo calórico e de macronutrientes.
Como não vamos consumir espumas alimentares e estas serviram apenas para realizar a experiência de forma controlada, podemos aplicar este princípio a alimentos verdadeiros, tais como os vegetais e os legumes. Estes ao terem uma grande percentagem de água na sua composição apresentam uma densidade calórica reduzida, ou seja, para uma determinada quantidade, os macronutrientes presentes são muito reduzidos e consequentemente também as calorias.
Um exemplo visual que muitas vezes damos é o da alface e do arroz. Uma colher de sopa de arroz cozido contém aproximadamente 30 gramas de arroz e aproximadamente 40 kcal enquanto 100g de alface enche um prato normal até bem acima e no entanto apenas tem 15 kcal.
Para comprovar se o consumo de saladas e de sopas tem realmente impacto na nossa saciedade e controlo da fome, foi realizado um estudo por Roe, Meengs e Rolls, 2012, onde se observou 46 mulheres. A estas foi-lhes dada uma salada de 300g contendo apenas 100 kcal. Foram testadas duas situações, servir a salada juntamente com uma refeição padrão e servir 20 minutos antes dessa mesma refeição.
Pôde-se constatar que ocorreu uma diminuição no consumo calórico de 11% ao adicionar salada à refeição e que ao servir a salada antes do prato aumentou-se a adesão ao seu consumo em 23%.
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Existem mais estudos que permitem chegar às mesmas conclusões (Rolls, Roe, & Meengs, 2004), (Kral & Rolls, 2004), (Norton, Anderson, & Hetherington, 2006), (Bell, Roe, & Rolls, 2003).
Como tal é seguro afirmarmos que se pretendemos aumentar a nossa sensação de saciedade e controlar o nosso apetite devemos recorrer à inclusão de saladas e sopas nas nossas refeições.
Esta sensação de bem-estar e ausência de apetite pode não se manifestar durante muito tempo, mas sem dúvida que numa alimentação restrita, onde existe uma contabilização diária de macronutrientes, ajuda muito a lidar com a fome, mesmo que se mantenha por pouco tempo.
Esta dica pode ser usada tanto para aumentar o volume total de uma refeição, sem adicionar praticamente calorias a esta, bem como de proporcionar o aumento do número de refeições, de acordo com as preferências de cada um de nós!
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Referências
- Bell, E. A., Roe, L. S., & Rolls, B. J. (2003). Sensory-specific satiety is affected more by volume than by energy content of a liquid food. Physiology and Behavior, 78(4–5), 593–600. https://doi.org/10.1016/S0031-9384(03)00055-6
- Blom, W. A. M., Koppenol, W. P., Schuring, E. A. H., Abrahamse, S. L., Arnaudov, L. N., Mela, D. J., & Stoyanov, S. D. (2016). Sustained satiety induced by food foams is independent of energy content, in healthy adults. Appetite, 97, 64–71. https://doi.org/10.1016/j.appet.2015.11.023
- Kral, T. V. E., & Rolls, B. J. (2004). Energy density and portion size: Their independent and combined effects on energy intake. Physiology and Behavior, 82(1), 131–138. https://doi.org/10.1016/j.physbeh.2004.04.063
- Norton, G. N. M., Anderson, A. S., & Hetherington, M. M. (2006). Volume and variety: relative effects on food intake. Physiology & Behavior, 87(4), 714–22. https://doi.org/10.1016/j.physbeh.2006.01.010
- Roe, L. S., Meengs, J. S., & Rolls, B. J. (2012). Salad and satiety. The effect of timing of salad consumption on meal energy intake. Appetite, 58(1), 242–248. https://doi.org/10.1016/j.appet.2011.10.003
- Rolls, B. J., Roe, L. S., & Meengs, J. S. (2004). Salad and satiety: Energy density and portion size of a first-course salad affect energy intake at lunch. Journal of the American Dietetic Association, 104(10), 1570–1576. https://doi.org/10.1016/j.jada.2004.07.001